It's bittersweet
"Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção..."
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"Ela fazia todo mundo rir com suas danças esdrúxulas, suas caretas bizarras e seu raciocínio incomum, mas por dentro ela sabia que todo mundo ria e ia embora, logo ela estaria de volta ao seu solitário e chato planetinha neurose."
Tati Bernardi.   (via garotaesuasfases)

(Fonte: des-centralizar)

"Ela fazia todo mundo rir com suas danças esdrúxulas, suas caretas bizarras e seu raciocínio incomum, mas por dentro ela sabia que todo mundo ria e ia embora, logo ela estaria de volta ao seu solitário e chato planetinha neurose."
Tati Bernardi.   (via garotaesuasfases)

(Fonte: des-centralizar)

"João nasceu sem chorar, levou palmada do doutor até a mãe ficar com dó. Parecia que João já veio ao mundo querendo chorar de dor, mas não queria incomodar. João comia todos os vegetais e legumes do prato. João cresceu forte e saudável, com o estômago verde e os olhos azedos pelo espinafre que engoliu ao longo da vida. João quando aprendeu a rimar, odiava o próprio nome. Odiava os colegas na hora da chamada. João, pé de feijão. João passou a odiar os contos de fada. João via girafas no céu, até que alguém disse que nuvem era água vaporizada. E João nunca mais viu uma girafa no céu, por medo de contrariar. João odiava matemática, mas estudou e levou um dez por medo de reprovar. João fechava a janela do quarto quando os passarinhos acordavam, porque ele gostava de dormir sempre uma hora a mais, por medo de não conseguir assistir a aula no dia seguinte. João colocava o fone de ouvido baixo, por medo de prejudicar a audição. João reclamava quando o chiclete perdia o açúcar, e nunca passou mais de 5 minutos mascando porque detestava dentista, por medo de apodrecer os dentes. João enricou, por medo de não poder mais reclamar de nada. O João, que odiava matemática, virou engenheiro. João detestava azul, mas comprava sempre da mesma cor, por medo de mudar. João odiava a mulher que dava troco em balas, mas aceitava, por medo de ter que esperar um pouco mais na fila. João jogava as balas fora, não dava pra criança pobre nenhuma, porque não queria alimentar a vadiagem. João odiava o calor, e mandou comprar um ar-condicionado que sugava o seu nariz, porque não queria suar. João nunca montou caras no suporte do ventilador, nem ouviu como sua voz ficaria engraçada se ele tivesse gritado nas hélices. João reclamava do barulho de tábuas rangendo, e nunca conseguiu escutar o som dos netos quando eles começaram a andar. E agora o João era Seu João, um velho que nunca precisou de óculos porque nunca quis saber de ler no escuro, um homem que escutava qualquer coisa, mas preferia ser surdo a ter que ouvir todo aquele silêncio proposital, um homem que comeu todos os vegetais do prato, que não tinha uma única cárie, que era engenheiroodiava matemática. João morreu dormindo. Por medo de incomodar."
Cinzentos.  (via acrescentada)

necessário
muito
desespero
descontentamento
e desilusão
para
escrever
sobre
alguns
bons
poemas."
Charles Bukowski.   (via acrescentada)

(Fonte: recitarpoesias)

"Sorrir, chorar, viver…
E tentar entender essas
coisas malucas da
Vida."
Eterno Chorão.   (via demografar)

(Fonte: fraqueijar)

"Quando finalmente consigo não lembrar seu cheiro, meu celular mostra teu nome gritando em mim que eu não te esqueci. E que estou longe disso. Quando eu finalmente decido caminhar com os próprios pés, nossas pegadas invadem minha mente, me relembrando histórias, me tirando o eixo. Quando novos projetos me tomam o tempo afastando as nossas lembranças, você resolve aparecer do nada e me bagunçar as poucas certezas que me restam. Quando chego a acreditar que estou sã, você me tira o controle de tudo. Quando resolvo retomar a vida que me foi roubada, aceitar o fim depois de um fim, quando toda e qualquer esperança de um nós se esvai de mim, você simplesmente volta. Volta como quem não quer nada mesmo já tendo tudo; tudo de mim, tudo de nós. Me impedindo de usar as palavras certas, que me colocariam novamente nos trilhos. Me roubando a habilidade de correr. Volta, me fazendo bambear as pernas, me prendendo ao chão, me predendo à espera de que um dia você volte, se aproxime e fique. Mas não. Você volta, aparece no assoalho da porta, olha, espia pela janela, aproveita cada brecha e se vai. Se vai, comigo aqui. Mais uma vez completamente atada ao inacabado. Você vai e me deixa novamente presa aos nossos sonhos, projetos e promessas. Volta, renovando em mim uma centelha de felicidade que já me era sureal. E se vai, apagando as fagulhas de um sentimento contido. Você vem, me rouba o conforto, mas quando vai, me deixa em paz.
A paz é contida. O que eu desejo é liberdade."
Éden Victor. (via reclusivo)
"Eu te espio da janela, indo embora. E quero berrar o quanto gosto de você. E te pedir em namoro. E rasgar sua roupa. E te comer. E dormir enroscada no seu cabelo. E te mandar flores amanhã."
Tati Bernardi. (via acrescentada)

(Fonte: prestigiador)

"Pouco a pouco você vai perdendo o encanto que tem pelas pessoas. Dia após dia, você olha e olha de novo, daí começa a ver quem realmente são. Todo aquele brilho, todo aquela beleza se vai, como a água suja desce no ralo da pia, só então você percebe que o carinho na verdade era um interesse, que os segredos não passavam de embuste, e que o querer bem nunca existiu. Você se percebe apenas como uma companhia para diminuir a solidão, o mesmo tempo que serve para aumentar seu ego desmedido. É, mas a vida passa, o tempo ensina que ninguém é insubstituível. Que tudo na vida é uma questão de ângulo de visão. E hoje eu digo: quem me perde, perde o luxo e o prazer de ter na vida alguém tão ilustre e único como eu. Só digo isso."
Gabito Nunes. (via desarvorado)

(Fonte: verborragias)

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